Você já foi vítima do machismo? - Generalizando
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Você já foi vítima do machismo?

Você já foi vítima do machismo?

Vivemos em uma sociedade marcadamente machista, você já deve ter se deparado com essa afirmação. Uma constatação que parece não ser nenhuma novidade. Mas você sabe o que significa machismo? Será que consegue identificar no dia a dia a sua manifestação? Já foi vítima dele? A resposta para essas perguntas é um importante passo para que consigamos identificar e combater esse tipo de prática violenta.

Podemos entender o machismo como um preconceito, que é expresso por opiniões e também por atitudes que se colocam contrárias a igualdade entre os gêneros. Sua manifestação tem por objetivo favorecer o homem em detrimento da mulher. É uma opressão!

Na prática uma pessoa machista é aquela que acredita que existem papéis sociais distintos para homens e mulheres, que as meninas não podem se comportar da mesma forma que os meninos, que os direitos não devem ser iguais,  além de inferiorizar tudo o que é relacionado ao feminino.

O pensamento machista é cultural e está presente em vários aspectos da sociedade como na família, no mercado de trabalho, na mídia, na política e em tantos outros espaços sociais. Uma prática que foi normalizada durante muito tempo e que só recentemente (se tratando do tempo histórico) passou a ser problematizada pelo movimento feminista.

O machismo se manifesta todos os dias! Desde as situações mais explícitas e bizarras como as mais sutis. Quando um homem toca o corpo de uma mulher sem permissão, quando mulheres são importunadas nas ruas, nas praias, nos bares, quando ganham menos, quando são responsabilizadas pelas tarefas domésticas e de cuidados, quando são silenciadas ou têm a sua opinião menosprezada, quando são julgadas por sua maneira de vestir ou pelos seus relacionamentos,  quando a vida íntima de uma mulher é exposta, ESTAMOS FALANDO DE MACHISMO!

Será que você leitora nunca se viu em alguma dessas situações? Será que você leitor nunca presenciou uma dessas situações ou foi, consciente ou inconscientemente, agente delas?

O machismo é difícil de ser superado, justamente porque está incrustado na sociedade, é cultural. A mudança de pensamento e de postura requer um trabalho intenso e contínuo com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a sua existência e os males que causa  para toda a sociedade. É preciso denunciar as atitudes machistas e cobrar das instâncias devidas a punição para as práticas de violência.

Numa sociedade machista as mulheres nunca estão seguras, mas é importante compreender que os meninos também são formatados nessa estrutura cultural. A socialização deles é pautada por esses valores tóxicos. Será que um homem nasce machista? Apesar do machismo não afetar os homens como afeta as mulheres, uma vez que não subjuga os primeiros, eles vivenciam a chamada masculinidade tóxica. Um termo, da teoria crítica, que remete a um senso comum de que os homens devem ser caracterizados, pela virilidade, força, poder, agressividade e sexualidade, excluindo qualquer possibilidade de manifestação de vulnerabilidade.

Uma sociedade que pretenda superar esse tipo de violência precisa se preocupar também com o processo de socialização dos meninos. Não se deve, de forma alguma, naturalizar o machismo. Ele precisa ser combatido. Mas, precisamos pensar em maneiras de proporcionar uma educação antimachista, se desejamos construir um lugar melhor para todas e todos.

Marusa Silva

Marusa Silva

Doutora em Sociologia Política, pesquisadora e autora de livros e artigos sobre desigualdade de gênero e integrante do Atelier de estudos de gênero da Universidade Estadual do Norte Fluminense – RJ

1 Comentário
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    Maria Luiza da Silva Neves Moraes
    Publicado em 13:56h, 30 setembro Responder

    A esperança de termos uma sociedade menos machista, está ligada a criança de como nós mulheres iremos criar os nossos filhos homens, como iremos desconstruir nossos maridos, namorados e amigos. Infelizmente, essa atividade, é mais uma das diversas outras que estão sendo exercidas por nós. Algo simples, que apenas basta consciência e respeito.

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